Apetecia-me estar ao pé do mar, ouvir as pequenas ondas a mergulhar sobre o mar, sentir o virgem cheiro da Natureza, e difundir-me nos meus pensamentos, desejos, e furacão de sentimentos.
Antero de Quental, escreve, e bem...
"Ide!crescei sem medo!não é avára
A alma eterna que em vós anda e palpita...
Onda, que vai e vem e nunca pára!
Em toda a forma o Espírito se agita!
O immovel é um deus, que está sonhando
Com não sei que visão vaga, infinita...
Semeador de mundos, vai andando
E a cada passo uma seara basta
De vidas sob os pés lhe vem brotando!
Essencia tenebrosa e pura...casta
E todavia ardente...eterno alento!
Teu sopro é que fecunda a esphera vasta...
Choras na voz do mar... cantas no vento...
(...)"
Sem comentários:
Enviar um comentário