sábado, 17 de outubro de 2009

"(...) ardente...eterno alento!(...)"

Apetecia-me estar ao pé do mar, ouvir as pequenas ondas a mergulhar sobre o mar, sentir o virgem cheiro da Natureza, e difundir-me nos meus pensamentos, desejos, e furacão de sentimentos.

Antero de Quental, escreve, e bem...

"Ide!crescei sem medo!não é avára
A alma eterna que em vós anda e palpita...
Onda, que vai e vem e nunca pára!

Em toda a forma o Espírito se agita!
O immovel é um deus, que está sonhando
Com não sei que visão vaga, infinita...

Semeador de mundos, vai andando
E a cada passo uma seara basta
De vidas sob os pés lhe vem brotando!

Essencia tenebrosa e pura...casta
E todavia ardente...eterno alento!
Teu sopro é que fecunda a esphera vasta...
Choras na voz do mar... cantas no vento...
(...)"

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