quarta-feira, 7 de outubro de 2009

O ar de uma Terra, uma casa, tua e minha


Chuva... água...
pouco a pouco,
saltam e descem à minha frente.
Perdi a conta
das pequenas gotinhas,
transparentes e suaves
delicadas e subtis.
Numa transparência desigual
libertam o meu olhar,
as minhas raízes do estar
as cordas da minha cadeira,
e levam-me para outro lugar.
Sem olhos ausentes,
caminhos nebulados,
nem sentidos para me perder.
E os dias acolhem esta chuva,
onde eu escondo essa vida,
de transparentes tatuagens pela terra,
que acendem onde caem
o ar de um sopro tanto teu como meu.


Fotografia : Diana Quintela

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